11 de jan. de 2012

Despedaçada


Foram seis anos de luta, de muitas quedas e arranhões, algumas cicatrizes ficaram para contar história, como prova de que tudo não foi apenas um sonho. Mas agora finalmente é possível sentir a brisa no topo da montanha e ver lá de cima o abismo que chama e sufoca. Esses anos todos não passaram de uma longa espera para sentir essa vertigem, o medo e a angústia de estar no topo, na ponta do abismo. De inicio planeja-se como será a queda, tentando imaginar a melhor maneira de quebrar o menor número de ossos. Para alguns o abismo não dá medo, pois a família abastarda ou o QI à espera dão-lhes o melhor paraquedas, de forma que a queda não passa de puro divertimento. Para quem não tem o devido paraquedas, resta o sabor amargo dos últimos minutos, o suor gelado e os tremores das batidas do coração que percorrem o corpo. Não há escolha, algo há de ser quebrado, e na melhor das hipóteses esse algo é a cara.

É hora de assumir os riscos.

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