Foram
seis anos de luta, de muitas quedas e arranhões, algumas cicatrizes
ficaram para contar história, como prova de que tudo não foi apenas
um sonho. Mas agora finalmente é possível sentir a brisa no topo da
montanha e ver lá de cima o abismo que chama e sufoca. Esses anos
todos não passaram de uma longa espera para sentir essa vertigem, o
medo e a angústia de estar no topo, na ponta do abismo. De inicio
planeja-se como será a queda, tentando imaginar a melhor maneira de
quebrar o menor número de ossos. Para alguns o abismo não dá medo,
pois a família abastarda ou o QI à espera dão-lhes o melhor
paraquedas, de forma que a queda não passa de puro divertimento.
Para quem não tem o devido paraquedas, resta o sabor amargo dos
últimos minutos, o suor gelado e os tremores das batidas do coração
que percorrem o corpo. Não há escolha, algo há de ser quebrado, e
na melhor das hipóteses esse algo é a cara.
É hora
de assumir os riscos.
Belos textos!! Tornei-me seu fiel seguidor. Parabéns!!!
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