1 de jan. de 2012

2012


Na fila de espera, o senhor de cabelos brancos e pele rosada assoviava uma música erudita. Embora não fosse possível identificar aquela composição, o dia ganhou uma outra tonalidade. Aquele presente se eternizou e ficou marcado nas células, nos poros e na memória. Um ano atrás um velhinho esquálido sorri na maca, o cheiro forte de sangue e sujeira do pronto de socorro não consegue se sobrepor aquele momento que hoje se mistura ao assoviar na fila de espera. Duas singularidades, dois Acontecimentos, figuras de um passado-presente que agora se transforma em futuro. Que os dias e as horas venham, e que seja doce.

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