Na fila
de espera, o senhor de cabelos brancos e pele rosada assoviava uma
música erudita. Embora não fosse possível identificar aquela
composição, o dia ganhou uma outra tonalidade. Aquele presente se
eternizou e ficou marcado nas células, nos poros e na memória. Um
ano atrás um velhinho esquálido sorri na maca, o cheiro forte de
sangue e sujeira do pronto de socorro não consegue se sobrepor
aquele momento que hoje se mistura ao assoviar na fila de espera.
Duas singularidades, dois Acontecimentos, figuras de um
passado-presente que agora se transforma em futuro. Que os dias e as
horas venham, e que seja doce.
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