17 de jan. de 2012

Pontuando-me


Queria ser uma incógnita, um ponto de interrogação. Mas para você sou um livro aberto com letras graúdas, não sendo necessário o espremer dos olhos ou o palpitar do coração quando por curiosidade se quer ler uma das páginas. Talvez de mim exale confiança, uma confiança tão venenosa que chega a impedir o crescimento e a perpetuação do medo em seu muro de bases sólidas. Ainda que carregue em mim as curvas, você me vê como um ponto de exclamação. Retilínea, riste. E sou. Sou o espanto, a surpresa, a emoção, e você me vê exatamente desse jeito.

Ao me doar esqueci os pontos finais e passei a viver de reticências...

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