Queria
ser uma incógnita, um ponto de interrogação. Mas para você sou um
livro aberto com letras graúdas, não sendo necessário o espremer
dos olhos ou o palpitar do coração quando por curiosidade se quer
ler uma das páginas. Talvez de mim exale confiança, uma confiança
tão venenosa que chega a impedir o crescimento e a perpetuação do
medo em seu muro de bases sólidas. Ainda que carregue em mim as
curvas, você me vê como um ponto de exclamação. Retilínea,
riste. E sou. Sou o espanto, a surpresa, a emoção, e você me vê
exatamente desse jeito.
Ao me
doar esqueci os pontos finais e passei a viver de reticências...
Só espero nunca viver de aspas...
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