Lá estava ela, a psicologia, entre uma ou outra criação. Sobre
ela, uma iluminação perfeitamente projetada. No saguão, fitas de
proteção separavam obra e espectador. Tudo isso no interior de uma
galeria de segurança máxima cujas paredes espessas selecionavam
aqueles que poderiam apreciá-la ou não. Da porta de entrada já se
podia ver que a psicologia era uma obra inacabada, e ali mesmo muitos
criadores se debruçavam sobre ela com o intuito de compô-la. Ainda
que alguns destes se preocupassem em colori-la, a maioria, utilizando
uma única cor: a cor ciência. O estado inacabado da psicologia foi
aos poucos sendo percebido como uma de suas principais
características enquanto criação. Ao buscar uma estabilidade para
a psicologia, pintando-a com uma única cor, acreditavam que se
garantiria a manutenção do status quo pela fixação do
olhar. As linhas que aqui seguem soam como um grito no interior da
galeria e reivindicam o colorido. Em detrimento da valorização de
uma verdade pela cor ciência, busca-se com o colorido a valorização
da vida enquanto multiplicidade que é intensificada com outras
criações. As cores aqui misturadas buscam seu espaço na obra, e
são aqui pinceladas com ajuda de pintores da filosofia como Deleuze,
Guattari e Nietzsche que, entre outros, descobriram no colorido o
caminho para fazer da vida uma obra de arte.
*Resumo da minha monografia ;)
*Resumo da minha monografia ;)