6 de jun. de 2012

Das desconexões que se conectam

De Certeau lê Foucault
e sem querer forma uma rima.
O livro que lê revela a De Certeau
o que o leitor vê como prolongamento.
A dor de cabeça descompassa,
quebra as ligações,
e um novo ritmo é dado a leitura:
o ritmo da caneta no papel.

Notícias no jornal,
singularidades vazias?
Dúvida surge no momento da escrita,
aquilo que ficou atravessado ao ler De Certeau.

Ansiedade e dor de cabeça põem dúvida ao continuar.
Para dor de cabeça um remédio,
para ansiedade uma problematização de mim mesma.
Uma fuga da biopolítica ou bom senso?
Os dois talvez, ou nenhum deles.

Medo das obrigações, das pausas,
das paradas que produzem desconexões.
Não saber ao certo por onde começar, o que começar.
E o começo é a dúvida,
e quem sabe também o fim.