8 de dez. de 2011

A Psicologia entre pinceladas e cores


 Lá estava ela, a psicologia, entre uma ou outra criação. Sobre ela, uma iluminação perfeitamente projetada. No saguão, fitas de proteção separavam obra e espectador. Tudo isso no interior de uma galeria de segurança máxima cujas paredes espessas selecionavam aqueles que poderiam apreciá-la ou não. Da porta de entrada já se podia ver que a psicologia era uma obra inacabada, e ali mesmo muitos criadores se debruçavam sobre ela com o intuito de compô-la. Ainda que alguns destes se preocupassem em colori-la, a maioria, utilizando uma única cor: a cor ciência. O estado inacabado da psicologia foi aos poucos sendo percebido como uma de suas principais características enquanto criação. Ao buscar uma estabilidade para a psicologia, pintando-a com uma única cor, acreditavam que se garantiria a manutenção do status quo pela fixação do olhar. As linhas que aqui seguem soam como um grito no interior da galeria e reivindicam o colorido. Em detrimento da valorização de uma verdade pela cor ciência, busca-se com o colorido a valorização da vida enquanto multiplicidade que é intensificada com outras criações. As cores aqui misturadas buscam seu espaço na obra, e são aqui pinceladas com ajuda de pintores da filosofia como Deleuze, Guattari e Nietzsche que, entre outros, descobriram no colorido o caminho para fazer da vida uma obra de arte.

*Resumo da minha monografia ;)

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